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ABANDONE DE VEZ SUAS PONTUAÇÕES E RENDA-SE COM TODA SUA PECAMINOSIDADE AO DEUS QUE NÃO LEVA EM CONTA NEM OS PONTOS , NEM AQUELE QUE OS MARCA, MAS VÊ EM VOCÊ , SOMENTE UM FILHO REMIDO POR CRISTO- Thomas Merton

sexta-feira, 27 de junho de 2008

A verdade tem que ser seguida em amor

Escreveu Caio Fábio: 1 A PL 122 é uma desgraça. Pena que não é apenas ela, pois, sendo justo, tem-se que admitir que os modos da refutação sejam tão cheios de ódio e de homofobia, que, por tal razão, até quem está errado fica certo pelo ódio do antagonista. A verdade tem que ser seguida em amor. Pois, do contrário, até a verdade se torna mentira quando os modos são os do ódio. Podendo escrever muitas outras coisas, mas atendo-me apenas a estas, peço as orações de todos, pois, o resultado de tudo isto pode ser a criação de muito mais ódio numa sociedade que está perdendo por completo o amor e a reverencia pelo próximo. Começo o que tenho a escrever com essas palavras do Caio, diante do que se percebe, que a solução tem que ser com ódio e gritaria, apesar de que tudo ou quase tudo e todos se resolve dessa forma, com muito ódio. Um grupo de célebres pastores de nosso País se manifestou contra a aprovação da PL 122 na gritaria e no empurra-empurra. Não quero aqui descrever a PL 122 e dizer se sou contra ou a favor, mas quero falar da forma que hoje em dia estamos resolvendo os nossos problemas internos; igreja, família e sociedade. Na maioria dos casos na gritaria e diante de juizes e advogados (nada contra os profissionais da área), e também não quero dizer que não devem ser usados, mas tenho percebido o ódio que invade nosso meio e a petulância de querer mostrar que se está certo, o jeito sórdido de enfrentar gente que sente como a gente, que erra como erramos. Tornamo-nos uns cínicos religiosos quando queremos mostrar a nossa verdade, escondendo debaixo do tapete nossas mazelas. Temos gente que não ora, não entrega dízimos, se mostra hipócrita até diante do diabo, mas quando percebe que o irmão cometeu um erro ele se veste da túnica da falsa santidade, põe o irmão no banco dos réus, julga, condena e mata. E passa a sofrer da amnésia religiosa, a mesma que os homens que queriam apedrejar aquela mulher adúltera, mas que foram curados por Jesus que lhes disse: Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro a atirar a pedra. Com amor Jesus os interpelou, com amor Jesus despediu aquela mulher, com amor Ele subiu a cruz, foi tudo com amor e por amor. Repito Caio Fábio: A verdade tem que ser seguida em amor. Pois, do contrário, até a verdade se torna mentira quando os modos são os do ódio. Dário Ferreira servo 1 Fábio, Caio. Texto publicado pelo autor, com o título: Lei da Mordaça. Fonte: http://www.caiofabio.com/novo/caiofabio/pagina_conteudo.asp?CodigoCanal=0001203964 – Acesso em: 26 junho, 2008.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Ninguem me ouve

CURSO DE ESCUTATÓRIA 'Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular. ... Escutar é complicado e sutil, diz Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa) que 'não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma'. Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia. Parafraseio o Alberto Caeiro: -Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito; é preciso também que haja silêncio dentro da alma. Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos... Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64. Contou-me de sua experiência com os índios. Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que ele julgava essenciais. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, [...]. Abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as idéias estranhas. Na nossa civilização, se eu falar logo e logo a seguir fico em silêncio, são duas as possibilidades. Primeira: 'Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado'. Segunda: 'Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou'. Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio, na verdade deve querer dizer: 'Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou'. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir. Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras. A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar. Para mim, Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto. ' Rubens Alves

terça-feira, 24 de junho de 2008

Tenho medo de sentir

Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é a saudade. Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade de um filho que estuda fora. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã. Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter. Saudade é basicamente não saber. Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio. Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia. Não saber se ela ainda usa aquela saia. Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada; se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial; se ela aprendeu a estacionar entre dois carros; se ele continua preferindo Malzebier; se ela continua preferindo suco; se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados; se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor; se ele continua cantando tão bem; se ela continua detestando o MC Donald's; se ele continua amando; se ela continua a chorar até nas comédias. Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos; não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento; não saber como frear as lágrimas diante de uma música; não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos. É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer... Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler... Miguel Falabella

sábado, 21 de junho de 2008

CONSTRUA .... NÃO DESTRUA

Recentemente fui a um casamento , mas melhor falando fui a uma cerimônia de casamento, penso que é melhor assim essa expressão , e me vi envolvido num ritual de sonhos , amor desejos, tudo lindo , perfeito, ensaiadinho , gente bonita , bem vestida, sorriso lindo no rosto e claro um clima de amor no ar. Eu particularmente me dei mal , sentei-me ao lado de um individuo que cheirava cachaça, e que acariciava sua parceira o tempo todo e conversavam como se estivessem na sala de suas casas, com licença da palavra quase que vomitei no colo deles, preferi sair e não ouvi o sermão do pastor relacionado aquele momento de sonhos. Mas mesmo como dizem colocando os bofes pra fora passei a refletir sobre esse acontecimento que é praxe em todo o mundo variando apenas as formas cerimoniais, mas que traz em seu bojo os mesmos pesadelos que todos , não quero de forma alguma generalizar ou apagar o que de precioso o casamento tem e traz , mas pensem comigo . A cerimônia passa , depois vem a realidade, o estar com alguém debaixo do mesmo teto e compartilhar com esse alguém de tudo o que se passa em sua vida , algumas não é possível por que o outro jamais entenderia, ai vem os desgastes, por falta de dinheiro, por falta de atenção , por que não se agiu de acordo com a vontade do outro e assim vai . O que vou falar não é nenhuma novidade , mas casamento é construção , ou se constrói ou destrói , e os construtores são os dois , ninguém pode dizer que fulano ou fulana acabou com casamento , e não se pode deixar a cargo de um somente, um somente não agüenta construir casamento, e digo mais nunca queira que o outro seja seu prisioneiro ou prisioneira, pra status ou coisa parecida só pra manter casamento. Não sou a melhor pessoa para dar conselhos para casais , mas penso que mulher deve saber falar na hora certa com homem que não é muito chegado a falar, e homem deve estar aberto a ouvir sua mulher inclusive aos apelos silenciosos .Eu teria outras dicas mas como o que estou escrevendo nada tem a ver com conselho matrimonial e sim despertar em todos a consciência do que é casamento , só tenho a dizer que ninguém rouba um coração apaixonado , e quem não tem competência não se estabelece. Nunca chore o leite derramado , abra outro saquinho ou caixinha de leite e seja feliz . Ah! voltei pra cerimônia e infelizmente voltei a sentir o odor de cachaça daquele elemento e pensei: como uma moça consegue conviver com alguém que exala tal cheiro? Respondi a mim mesmo : O que tenho a ver com isso cada um que cuide de sua vida . E é o que esta faltando mesmo cada um cuidar de sua própria vida, do seu casamento do seu relacionamento, do seu amor e assim construa, não destrua. Lembrem-se sempre da célebre frase: Só o amor constrói. beijos

Quem sou eu

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Volta Redonda, Rio de Janeiro, Brazil
Assunto: Radialista, e atuo como comunicador na rádio 88 fm há 14 anos , atualmente exerço mimha função de locutor na radio boas novas no Rio de Janeiro , uma empresa do mesmo grupo 88 . Tenho tido experiencias tremendas nessa área . obrigado a todos que se interessam em ler meus escritos quer seja por admiração ou por criticas