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ABANDONE DE VEZ SUAS PONTUAÇÕES E RENDA-SE COM TODA SUA PECAMINOSIDADE AO DEUS QUE NÃO LEVA EM CONTA NEM OS PONTOS , NEM AQUELE QUE OS MARCA, MAS VÊ EM VOCÊ , SOMENTE UM FILHO REMIDO POR CRISTO- Thomas Merton

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

SAUDADES

Esse vídeo retrata o incio da trajetoria de Roberto Carlos que como todos ja sabem é um ícone da musica brasileira, voce que tem mais de 40 anos vai gostar de assistir e recordar video
DIA DE OXUM – PATRIMÔNIO IMATERIAL DO ESTADO OMISSÃO DOS DEPUTADOS EVANGÉLICOS EDSON ALBERTASSI FOI O ÚNICO QUE VOTOU CONTRA Na última terça-feira (09/02), os deputados estaduais aprovaram o PROJETO DE LEI Nº 1924/2008, DE AUTORIA DO DEPUTADO ÁTILA NUNES, QUE DECLARA O DIA DE OXUM COMO PATRIMÔNIO IMATERIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. O que mais me preocupa é o silêncio da bancada evangélica. Deputados eleitos com voto das igrejas se calam, se omitem, ficam em silêncio, se ausentam do plenário. O ÚNICO, isso mesmo, o ÚNICO parlamentar a votar CONTRA foi o Deputado Edson Albertassi. No ano passado, a Alerj aprovou e o Governador sancionou 05 leis semelhantes declarando o Dia de Iemanjá (Lei 5.495/09), Dia de Iansã (Lei 5.440/09), Dia de Nanã (Lei 5.524/09), a Umbanda (Lei. 5.514/09) e o Candomblé (Lei 5.506/09) como patrimônios imateriais do Estado. E POR DIVERSAS VEZES nessas votações, Albertassi foi o único a votar CONTRA. Não é correto, em um Estado Laico e Democrático, transformar ORIXÁS e RELIGIÕES em patrimônio do Estado. Infelizmente, no nosso país há uma mistura sobre os conceitos de CULTURA e RELIGIÃO. Precisamos separar estas duas questões, porque sob o viés de “cultura”, algumas religiões vêm sendo beneficiadas pelo Poder Público em detrimento das outras. O Art. 2º do projeto prevê que “A data será comemorada com festejos programados e realizados pelas Secretarias de Turismo e Ciência e Cultura e incluídos no calendário oficial e turístico do Estado”. Ou seja, a festa do Dia de Oxum será realizada com dinheiro público, dinheiro de nossos impostos. O Governo do Estado vai programar e realizar os festejos. Ora, mas o Estado Laico pode realizar e programar festejos religiosos? O Estado Laico pode declarar uma religião, datas religiosas e orixás como patrimônio imaterial do Estado? Você conhece alguma Igreja Evangélica que receba verba do Governo para realizar seus cultos e programações? CADÊ OS DEPUTADOS EVANGÉLICOS QUE FORAM ELEITOS COM VOTOS DAS IGREJAS PROMETENDO NOS REPRESENTAR ??? CADÊ OS PASTORES E BISPOS DA ALERJ ??? Quero parabenizar o deputado Edson Albertassi por ter sido o ÚNICO a votar contra, mantendo sua opinião independente dos demais deputados. Albertassi não ostenta o título de pastor ou bispo de nenhuma igreja, como muitos outros parlamentares. Ele é diácono da Assembléia de Deus e tem se mostrado fiel aos seus eleitores e aos princípios da Palavra de Deus. PARABÉNS, EDSON ALBERTASSI!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O QUE DEUS ODEIA




É comum os grandes líderes expressarem suas linhas de pensamentos , o que pensam e o que acham a respeito de diversos assuntos . Entre os muitos emails que recebo incluindo as páginas de noticias recebi uma que dizia: O bispo Edir Macedo diz que Deus odeia o divorcio, dando conselho a uma mulher o que fazer com o marido bêbado que a agride constantemente.

Sem entrar na questão da hermenêutica, pano de fundo , cultura , e para o povo que foi dirigido tais palavras , é assim que a bíblia relata, mas também essa mesma bíblia e esse mesmo Deus diz que odeia o pecado mas ama o pecador, e ensina o homem a examinar a si mesmo, ensina a não julgar o próximo. Mas o que entendo também lendo as sagradas escrituras é que Deus também odeia os que manipulam a fé do povo, Deus odeia aqueles que enriquecem através do reino, que lavam e desviam dinheiro do povo que oferta e dizima , que prostituem a palavra Dele, ou que adulteram , mudando a forma o sentido e a interpretação. E ai eu cito as palavras do bispo da Igreja Cristã Nova Vida, Walter McAlister em entrevista ao site cristianismo hoje . A Igreja sofre, de modo geral, de um analfabetismo bíblico e teológico, bem como uma miopia histórica surpreendente. Pelo nível de ignorância bíblica que percebo na maioria dos cristãos, associado à ausência de piedade demonstrada pelo povo de Deus, eu diria que alguém está deixando a dever. Esse problema não acha sua fonte no rebanho, mas nos pastores. É bom lembrar que foram os líderes das sete igrejas do Apocalipse que foram cobrados pela condição dos rebanhos. Portanto continuo a dizer que Deus odeia a hipocrisia de gente que se diz ser o que não é, que faz acepção de pessoas, que vira as costas para os que estão a beira do caminho. Deus odeia quando incluo a mentira no meu cardápio de palavras “espirituais” citando profetadas e assinando : Assim disse o Senhor. Deus odeia a falta de comunhão entre adoradores, entre pastores, no meio da igreja. Deus também odeia a soberba, a vaidade a falsa espiritualidade, a indiferença , a insensibilidade daqueles que pregam o evangelho que é puro amor. É claro que o bispo Edir Macedo jamais lerá meu blog e se ler não vai questionar nada que escrevi, mas Senhor Bispo , volto novamente a citar a bíblia não como pretexto mas é importante falar novamente; Examine-se a si mesmo. Eu vivo nas bases da pirâmide, ando com gente sofrida, gente que não sabe o que fazer com um relacionamento de fachada, que convivem a mais de vinte anos debaixo do mesmo teto sem intimidade alguma, mulheres que são espancadas, estupradas, crianças abandonadas. E ainda mais , eu creio no amor e no sangue de Jesus Cristo que nos purifica de todo pecado . Jamais farei apologia do pecado, por que o pecado não compensa, jamais farei apologia daquilo que Deus não permite, mas usarei o amor para pregar o evangelho e lidar com gente . Foi assim que Jesus agiu com a mulher da beira do poço com Zaqueu e tantos outros . Deus odeia o pecado.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

CRESCER DÓI

TENHA TEMPO PARA LER E MEDITAR NESSA MENSAGEM, FOI DE GRANDE VALOR PARA MIM, POR ISSO QUERO COMPARTILHAR COM VOCÊ

Dário
servo





Desprender-se de algumas coisas, pessoas ou situações, pode doer um pouco





“O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.” (João 3.8.)







Desprender-se de algumas coisas, pessoas ou situações, pode doer um pouco. Quando saímos da nossa zona de conforto, seja por decisão, obrigação ou por necessidade, tudo parece muito estranho, porque nem sempre conhecemos o terreno onde estamos pisando.







Às vezes Deus nos leva para lugares distantes para nos ensinar muitas coisas. Muitas vezes, Ele coloca pessoas tão diferentes de nós em nossa vida para que aprendamos mais e falemos menos.







Obedecer a Deus e não aos homens, seguir uma visão, um chamado que Deus nos confiou nem sempre nos faz andar num caminho de rosas. Há ocasiões que os caminhos mais espinhosos são aqueles que guardam em segredo maior glória.



O fim de um relacionamento, uma rejeição, portas fechadas, a renúncia de alguma coisa, a mudança de emprego, de igreja, de cidade, por mais que doa, nos ajudam a crescer; seja como pessoas, como profissionais ou como servos de Deus. Entretanto, nem sempre estamos preparados para as mudanças e nos esquecemos que crescer, dói. Até a semente para brotar, precisa primeiro morrer.







Crescimento é um dos maiores desafios do ser humano e acaba sendo uma questão de ótica. Muitas pessoas vieram de famílias que não tinham nenhuma perspectiva, mas que decidiram mudar sua própria sorte, e conseguiram. Outras se estagnaram. Muitos, mesmo sem uma família, venceram seus limites, outros, vivem limitados. Seja servo de Deus, ou ímpio, com família ou sem família, embora em graus diferentes, o sentimento de dificuldade é o mesmo para todos aqueles que querem crescer em alguma área vida. Nessa fase, tudo o que nos resta é confiar no Senhor, confiar que a sua vontade é a melhor e que no final, tudo ficará bem.







Quantos decidem por si mesmos afastarem de coisas que não os ajudam a crescer passando a ter suas próprias ideias, própria concepção de mundo? Parece ser mais fácil concordar com a opinião da maioria e achar que estamos “crescendo”. Neste mundo tão caótico, quantos de nós temos dificuldade em confiar no Senhor? A razão parece querer tomar o lugar da fé em todo o tempo.







Para nós, servos de Deus, nessa fase importante da vida, podemos contar com o melhor amigo de todos: o Espírito Santo. Quando confiamos no Senhor, o Espírito Santo nos conduz e nos auxilia em qual caminho seguir e qual decisão tomar. Ele nos conduz como o vento que não sabemos de onde vem e nem para onde vai. Mas o vento está ali. Não precisamos ficar “loucos” com tantas coisas para pensar ou com tanta informação que temos por aí. Crescer dói, e se nesse crescimento você está se sentindo como se estivesse em uma tribulação, lembre-se de Romanos 8.18: “Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada.”







Assim como muitas coisas boas da vida, que valem a pena conquistar, requerem um preço, um posicionamento, um empenho, o crescimento também requer. Tudo depende de qual ótica você prefere enxergar.



 Jaqueline Sales

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

MORRE PRESIDENTE DA AD DA PENHA

José Santos era sogro de Silas Malafaia. Causas não foram divulgadas








Morreu às 6h50 da manhã desta quarta-feira, dia 03 de fevereiro, o presidente da Assembléia de Deus da Penha, no Rio de Janeiro, pastor José Santos. Ele era sogro do vice-presidente da igreja, pastor Silas Malafaia. O velório acontecerá no templo da igreja a partir das 17h e o velório está marcado para as 9h no Cemitério Jardim da Saudade. As causas da morte não foram divulgadas.A notícia foi dada pelo portal Creio e a Rede Brasil Cristã.



José Santos estava internado há alguns dias devido problemas de saúde.







BIOGRAFIA: Corria o ano de 1927. O cenário era a pequena cidade de Baltazar. Era precisamente o dia 30 de abril, o dia em que nasceria o filho do funcionário público Claudionor Santos e de Sebastiana Pereira dos Santos. No cartório registrava-se o nome do menino: JOSÉ SANTOS. De infância pobre, teve desde então os cuidados de sua prima-irmã, Celina, que cuidou dele em virtude do precoce falecimento de sua mãe.




Dos tempos de garoto guardou boas recordações: das partidas de futebol, dos campinhos de várzea, dos banhos no rio que passava nos fundos de sua casa, e dos inúmeros amigos que angariou nos tempos de sala de aula no grupo escolar Teófilo de Melo. Amizades que, com orgulho, cultiva até os dias de hoje.








Na adolescência, começou a forjar o seu caráter com o trabalho duro na roça. Época de dificuldades onde procurava esquecer-se das horas dedicadas na árdua labuta preenchendo o tempo vago brincando nas festas populares e dançando nos animados bailes do “Tangerina”; local dos eventos sociais da cidade.







Já moço formado, trabalhou como “guarda-chaves” da antiga estação de ferro Leopoldina em Santo Antonio de Pádua onde, pensava ele, poderia chegar a ter um futuro tranqüilo como funcionário público. Não sabia o jovem rapaz que Deus o chamava não para “guardar chaves”, mas para abrir portas, para a pregação das Boas-Novas do reino de Deus onde quer que o Senhor o envie.







Era então o ano de 1948. Num culto realizado na casa de sua futura esposa irmã Maria Leal, José Santos creu em Jesus Cristo. Os amigos não acreditavam que, justamente ele, o animador das festas, o puxador da folia de reis, o amigo dos bares e da bebida fosse realmente levar esse caso de “virar crente” a sério. Fizeram apostas que ele não resistiria aos apelos da farra e da boêmia. Felizmente perderam. Na noite de 03 de novembro daquele ano o jovem José Santos depositava o pesado fardo de sua existência aos pés do Senhor Jesus. Nascia ali, um novo homem. A entrega foi total: no dia 13 de novembro de 1948 recebe o batismo no Espírito Santo. Não tardaria e no dia 02 de janeiro do ano seguinte, passaria pelas águas e tornar-se-ia membro da Igreja.







Entusiasmado com o calor espiritual dos que ali se reuniam para cultuar a Deus, o jovem José deixou-se envolver pelo trabalho do mestre. Os anos que se seguiram foram empregados na busca incansável dos meios, os melhores que fossem, de agradar a Cristo. Era preciso servi-lo com toda a integridade de coração e amplitude de espírito.







Em 29 de julho de 1950 o jovem José Santos une-se através dos sagrados laços matrimoniais a irmã Maria Leal, a bela flor que ele colheu na juventude e que no outono da vida permanece ao seu lado, dando testemunho de uma vida de dedicação e amor que teima em desabrochar por quase meio século.







Ainda nesta época, apoiado por sua esposa, passa a empregar sua vida no estudo e pregação da Palavra de Deus. Eram necessárias bases sólidas para a construção do grande edifício espiritual que iria surgir de suas mãos. Aonde o jovem crente chegava dava seu testemunho, e assim, pela intensidade de vezes que subiu ao púlpito e pregou em praças públicas, sua mensagem foi pouco a pouco se delineando, tomando feições amplas, tanto pelo conhecimento que adquiria, como pelo amor as almas e o evidente toque do Espírito.







O Ministério deste homem de Deus cresceu, se espraiou, ganhou ares nas pequenas cidades de Baltazar, Aperibé e Itaocara onde trabalhava como pregador itinerante e auxiliava as igrejas locais.







No mês de março de 1953 foi consagrado ao pastorado e comissionado pela Igreja de São Cristóvão a dirigir o trabalho missionário na cidade de Carangola.







Quem o observasse, talvez o confundisse com alguns dos inúmeros jovens que começavam a se envolver com o evangelho do reino sequioso de aventuras e de progresso. Aquele rapaz, no entanto, era diferente; entregara-se ao trabalho de levar a mensagem do evangelho pelo simples fato de crer que Deus o chamava para realizar um grande trabalho que envolveria toda sua vida.







Na cidade de Carangola o jovem Pastor permaneceu por 11 anos pastoreando a igreja e abrindo trabalhos em cidades vizinhas como Tombos, Pirapetinga e Divino de Carangola. Ali, juntamente com sua companheira, irmã Maria Leal Santos gastou o melhor de sua vida: seu amor, suas forças, seus talentos, seu ministério, alicerçando as estruturas das Assembléias de Deus naquela região numa época em que a perseguição contra os evangélicos no Brasil era muito severa.

Após este período, transferiu-se para a Igreja de Valença onde permaneceu por 01 ano e 03 meses. Em 1963, atendendo indicação da liderança de sua igreja, aceitou o convite para pastorear a Assembléia de Deus na Penha, na época congregação de São Cristóvão. O rebanho na Penha precisava de um Pastor. A igreja passava por um momento difícil e alguns pequenos grupos pensavam em dividir o trabalho. Sim, era preciso de alguém que pudesse “cuidar das feridas”, darem lenitivo aos cansados e unir um povo que estava vivendo sob a égide da divisão. A Igreja da Penha precisava de um pacificador.







No endereço da Rua Honório Bicalho, nº 88, o Pr. José Santos seguiu uma trajetória retilínea por 33 anos. Neste período a igreja experimentou um franco crescimento; multiplicando o número de seus membros, implantando congregações e espalhando seu raio de ação pelas regiões vizinhas. Além disso, seu trabalho era reconhecido pelas principais lideranças das Assembléias de Deus e o rapaz vindo da pequena cidade de Baltazar ocupava, cada vez mais, lugar de destaque no cenário do Movimento Pentecostal no Rio de Janeiro, exercendo importantes cargos na Convenção do Estado.







Difícil é falar da vida de um homem como José Santos. Se fôssemos falar dele através de números, verificaríamos a grandiosidade de seu ministério e de sua vida como um todo:







• Mais de 60 anos de crente,

• Mais de 50 anos de ministério,

• 59 anos de casado,

• 11 filhos, todos no caminho do Senhor,

• Inúmeras cerimônias de casamento oficializadas,

• Inúmeros crentes batizados pelas suas mãos.







Pr. José Santos, o povo da Igreja Assembléia de Deus na Penha reconhece o trabalho pelo Senhor realizado em prol do evangelho de Cristo, enaltece o exemplo de pai amoroso e líder espiritual e agradece a Deus a dádiva de tê-lo conosco.







Hoje reunidos, celebramos ao pai celestial pela sua longevidade, pelo seu carinho, pelo seu desprendimento, pelo seu amor e lhe desejamos que por muitos e muitos anos possamos ouvi-lo repetir o bordão que caracteriza sua vida e seu ministério - OS TRABALHOS CONTINUARÃO...

BISPO PREVÊ FIM DA IGREJA

Dirigente da Nova Vida aponta o mundanismo como problema no Brasil





Observador do seu tempo

Dirigente da Igreja Cristã Nova Vida, Walter McAlister fala do legado do pai e constata que a fé evangélica mudou muito





Por Carlos Fernandes



Durante muitos anos, a voz de sotaque inconfundível foi familiar aos crentes brasileiros: “Que Deus os abençoe rica e abundantamente”, dizia o fundador da Igreja Pentecostal de Nova Vida pelas ondas da Rádio Relógio Federal. O missionário canadense Robert McAlister, carinhosamente conhecido no Brasil como bispo Roberto, teve papel destacado na inserção do Evangelho entre as classes médias urbanas. A denominação que fundou ajudou a mudar o conceito da sociedade acerca dos evangélicos – e, passados dezesseis anos de sua morte, seu legado é incontestável. “Ele deixou um exemplo de seriedade e valorizou a vocação pastoral”, diz, com orgulho, seu filho e sucessor no ministério, Walter McAlister Jr.



Mas os tempos e a Igreja Evangélica são outros. E Walter, mais do que ocupar o púlpito que um dia foi de Roberto, hoje é um analista do segmento no qual nasceu, cresceu e construiu sua carreira ministerial. Aos 53 anos, o bispo está lançando O fim de uma era (Anno Domini), livro no qual fala como observador e participante ativo do movimento evangélico nacional, com todas as suas facetas, crises e paradoxos. Mas a experiência própria não é a única credencial que ostenta – Walter, nascido nos Estados Unidos e naturalizado brasileiro, tem uma sólida formação acadêmica e teológica, que inclui os cursos de graduação e mestrado em disciplinas como psicologia e estudos bíblicos na América do Norte. Ordenado ministro do Evangelho em 1980, ele hoje é o bispo primaz e presidente do Colégio dos Bispos da Aliança das Igrejas Cristãs Nova Vida, entidade que agrega 140 congregações.



O quadro que emerge de seu livro não é animador. Walter prevê o fim da Igreja – não o corpo místico de Cristo, que segundo ele “nunca falirá”, mas o atual conceito de igreja no Brasil. “A Igreja Evangélica hoje não cresce, incha. A diferença é que um corpo, quando cresce, mostra saúde; já o inchaço é sintoma de alguma doença”, aponta. Como outros indícios desse mal, o bispo aponta a superficialidade, o mundanismo, a falta de ética e a corrupção. “Aliás, no que tange à corrupção do mundo secular, ela em pouco difere da que se alastra nos meios cristãos”, lamenta. Durante esta conversa com CRISTIANISMO HOJE, Walter McAlister admitiu que lhe dói o coração ver a situação da Igreja contemporânea: “Queria ser mais gentil. Mas há momentos em que se faz necessário e urgente dizer a verdade dura, mesmo que isso nos custe muito.”



CRISTIANISMO HOJE – Em O fim de uma era, o senhor analisa a Igreja contemporânea, e o quadro que traça não é nada animador. Trata-se de uma instituição falida?



WALTER MCALISTER – Não, a Igreja nunca falirá. Ela é o corpo de Cristo e consegue sempre atravessar os séculos, mesmo que seja por meio de um remanescente fiel. Mas O fim de uma era trata do conceito atual de igreja no Brasil, e este sim, está prestes a falir. Ela está à beira de uma série de mudanças que serão percebidas como o fim, se não da Igreja como um todo, certamente de um “sonho” ou de um ideal que hoje ocupa o imaginário cristão.



No livro, o senhor chega a falar até mesmo do fim do atual modelo de cristianismo ocidental. Caso esteja certo em seu prognóstico, o que virá depois dele?



Historicamente, o que geralmente se segue a épocas como a nossa é um período de perdas, perseguições e desencanto. Os que se preparam para tais épocas promovem reflexão, semeando para uma nova era de vigor e devoção. Em primeira instância, haverá muito choro, revolta e medo. Haverá quem vá perguntar o que deu errado e os que se calarão, pasmos pelas perdas. Muitos fugirão dos líderes desacreditados. As coisas podem piorar ainda mais. Mas há sempre a possibilidade de renovação em meio aos escombros. O remanescente fiel se voltará para Deus em oração. Haverá redutos de oração intercessória, contrição e comunhão.



Alguns demógrafos preveem que os crentes poderão ser metade da população nacional já por volta da década de 20 deste século. Poucas nações do mundo experimentaram avanço tão notável de um segmento religioso na história contemporânea, fato que é muito festejado por líderes evangélicos – e criticado por outros tantos, que não têm enxergado qualquer mudança significativa na sociedade a partir dessa maior presença evangélica. É um paradoxo?



A Igreja Evangélica no Brasil hoje não cresce, incha. A diferença é que um corpo, quando cresce, mostra saúde; já o inchaço é sintoma de alguma doença. A qualidade da nossa devoção coletiva caiu muito, embora os nossos números tenham crescido. Os que não veem mudança estão equivocados. Mudou muita coisa, sim. No livro, mostro que tanto a sociedade quanto a Igreja Evangélica visível se tornaram mais superficiais, mais fascinadas pelos meios, mais gananciosas – e ficaram menos éticas e menos sérias. Aliás, no que tange à corrupção do mundo secular, ela em pouco difere da corrupção que se alastra nos meios cristãos.



Cada vez mais pessoas famosas, como artistas e celebridades, têm frequentado igrejas, mas essa alegada conversão parece não interferir em seu comportamento. Qual o preço disso para a fé evangélica?



A fé foi banalizada e transformada numa filosofia vazia. Em grande parte, a Igreja perdeu a sua alma. O fato de celebridades afirmarem conversão sem o necessário fruto de arrependimento é o resultado direto, e mais visível, de uma distorção da mensagem cristã. Afirmar que uma profissão pública de fé é o suficiente para que alguém se considere salvo reduz o conceito da salvação a um momento de decisão apenas. Mas Tiago disse que fé sem obras é morta. Muitos chegarão a Cristo, no último dia, fazendo uma “profissão” de fé. Mas obterão uma resposta condenatória, por eles terem praticado o mal. Paulo disse que o justo viverá pela fé, mas também disse que haverá ira e indignação para os que são egoístas, que rejeitam a verdade e seguem a injustiça, conforme Romanos 2.7 e 8.





O senhor aponta os líderes evangélicos como grandes responsáveis pela crise da Igreja. Qual a sua avaliação sobre a liderança evangélica brasileira?



A liderança evangélica brasileira reúne de tudo um pouco. Ocupamos um espectro largo, que vai dos mais corruptos e hipócritas aos mais piedosos e angustiados com a situação atual. Há homens muito bons no Brasil que querem servir ao Senhor, mas são pressionados, qual Arão, a fabricar bezerros de ouro para agradar o povo e garantir, por exemplo, uma reeleição a seu posto. Mas também há lideres que vendem seus púlpitos a agendas políticas, ou pior, traem sua vocação sacerdotal se candidatando pessoalmente a cargos eletivos. Há mercantilistas que usam o Evangelho como desculpa para vender seus produtos na TV, enriquecer ou obter benesses de poderosos. Para eles, a Bíblia é um pretexto e não uma autoridade. São pessoas equivocadas ou corruptas, que criam igrejas vaidosas, vazias e superficiais. Por outro lado, há homens que se dedicam, de corpo e alma, ao serviço do povo de Deus. Não são famosos, mas estão dando sua vida em prol do rebanho do Senhor.



Por que a Igreja contemporânea tem abandonado temas antes considerados inegociáveis, como arrependimento, justificação pela fé, juízo de Deus, céu e inferno e segunda vinda de Cristo?



Porque essas não são mensagens populares. Elas incomodam aqueles que procuram na fé apenas um meio de alcançar bem estar. Somos uma civilização narcisista, uma sociedade que define o mundo a partir da sua própria vontade. Como já aconteceu inúmeras vezes ao longo da história da Igreja, a proclamação do Evangelho hoje rende-se muitas vezes às questões do dia a dia, da moda ou dos anseios da sua geração.



E quanto aos assuntos básicos da fé e da prática evangélica, como batismo, liturgia e pecado? Na sua opinião, as igrejas têm falhado no ensino?



A Igreja sofre, de modo geral, de um analfabetismo bíblico e teológico, bem como uma miopia histórica surpreendente. Pelo nível de ignorância bíblica que percebo na maioria dos cristãos, associado à ausência de piedade demonstrada pelo povo de Deus, eu diria que alguém está deixando a dever. Esse problema não acha sua fonte no rebanho, mas nos pastores. É bom lembrar que foram os líderes das sete igrejas do Apocalipse que foram cobrados pela condição dos rebanhos.



Evangélicos sempre criticaram católicos por suas concessões à religiosidade popular e às superstições religiosas. A Igreja Evangélica brasileira pratica hoje uma fé sincrética?



Sem dúvida! No que diz respeito à religiosidade popular, já ultrapassamos os católicos. Aliás, de uns tempos para cá, os católicos até estão copiando as nossas práticas populares.



É possível falar-se em unidade do Corpo de Cristo diante da infinidade de igrejas e denominações que existem hoje?



A unidade do Corpo de Cristo não é um projeto, é um fato. Ao mesmo tempo, Paulo disse que é necessário que haja divisões entre nós para que os aprovados sejam conhecidos, conforme I Coríntios 11. Logisticamente, a união institucional é impossível; sempre foi assim, desde a Igreja do primeiro século, com todas as suas divergências e ramificações. Todavia, há uma só Igreja. Quem a vislumbra como um todo vê algo estranhamente animador: há membros da Igreja invisível atuando em todos os arraiais. Há pessoas piedosas, devotadas a Cristo, com todos os seus defeitos, erros de doutrina e diferenças, que estão contribuindo para o crescimento do Reino de Deus.



Por que a evangelização clássica, aquela da visitação a lares e hospitais, dos cultos ao ar livre e do evangelismo pessoal, foi abandonada pelas igrejas?



Bem, não estou ciente de tal abandono. Há ainda muitas igrejas que visitam lares e realizam evangelismo em hospitais ou prisões. Acontece que a comunicação vem sofrendo uma revolução incrível. Talvez, no caso de cultos ao ar livre, eles tenham sido substituídos por novas formas de proclamação. Mas concordo que não há o mesmo zelo por almas perdidas que vi quando jovem. Talvez tenhamos nos tornados frios e sem compaixão pelos que estão se perdendo. É um fato triste e denuncia o esfriamento do nosso amor, inclusive pelo Senhor.



Pode-se dizer que o neopentecostalismo é um movimento de fé genuinamente evangélico?



Antes de tudo, é fundamental aqui definirmos bem os termos evangélico e neopentecostal. Primeiro: o termo neopentecostalismo não é para mim um conceito cronológico, no sentido de um movimento que evoluiu com o passar do tempo a partir do pentecostalismo e que, por isso, configuraria uma nova etapa do pentecostalismo. Nada disso. Quando falo de neopentecostalismo, refiro-me a algo que evoluiu a partir da invasão de valores neoliberais e materialistas na periferia do antigo pentecostalismo. O que resultou dessa mutação é uma espiritualidade formada em função de valores e anseios seculares, mundanos.



O que deu certo e o que deu errado no neopentecostalismo brasileiro?



O que deu errado é que eles acabaram formando valores anticristãos e levam pessoas a segui-los. Nesse caso, expandir esse tipo de fé não é nenhum mérito – na verdade, é um problema. O que deu certo – e eu não diria que “deu certo”, mas que funcionou – para o neopentecostalismo foi atender certos anseios das massas, no que se refere aos desejos dessa geração, e oferecer soluções fáceis, como qualquer profissional de marketing faria. O povo se sente explorado, impotente e vitimado. Assim, a oferta de uma certa ilusão de poder adquirido é tudo o que o povo quer. Por isso, os neopentecostais crescem numa velocidade impressionante.



A fé como produto de consumo, onde a bênção está diretamente ligada à atitude do devoto diante da organização religiosa, é a ênfase na mídia produzida pelos grupos evangélicos, particularmente na TV. É uma maneira legítima de divulgar a fé?



De forma alguma; é antibíblica, pois Deus fica em segundo plano, enquanto o cliente – o necessitado – fica em primeiro. Em vez de pregar submissão a Deus e confiança na sua vontade, que pode até se manifestar por meio de cura ou resposta a oração, vemos o benefício proclamado como o bem principal. Isso é idolatria. Além do que, a televisão em si é um meio comprometido e incapaz de formar conceitos cristãos. A presença de pastores na televisão é equívoco. Um equívoco bem-intencionado, mas ainda assim um equívoco.



A Igreja Cristã Nova Vida é neopentecostal?



Não a considero neopentecostal, como muitos a classificam, pois ela nem de longe compactua com esses valores e anseios. Somos “neo” por termos sido fundados há pouco tempo, em termos históricos, e somos “pentecostais” por crermos na continuidade dos dons manifestados no dia de Pentecostes. Mas não somos neopentecostais, pois rejeitamos essa espiritualidade mundana e todas as suas práticas. Na verdade, as origens da Igreja Cristã Nova Vida se reportam à Rua Azuza, em Los Angeles, em 1906. Meu tio-bisavô, R.E. McAlister, levou a mensagem pentecostal de lá para o Canadá, onde ajudou a fundar as Assembleias de Deus canadenses. Seu sobrinho, Walter – meu avô –, foi superintendente nacional durante os anos 50 e o filho dele, Robert, foi o nosso fundador. Fomos fundados, então, em cima dos firmes alicerces de Azuza e não de movimentos análogos posteriores. Assim, meu pai não “brotou” no Brasil com uma nova teologia inventada; ele deu continuidade à teologia clássica que vinha se desenvolvendo em seu país desde o avivamento de Azuza.



Seu pai, carinhosamente chamado pelos crentes brasileiros de bispo Roberto, teve participação direta na explosão do neopentecostalismo. Diversos líderes dessa corrente – Edir Macedo, fundador da Igreja Universal; Romildo Soares, que deu origem à Igreja da Graça; e Miguel Ângelo, da Cristo Vive – são oriundos da Igreja de Nova Vida e foram seguidores de Roberto. Olhando agora em perspectiva, como o senhor avalia este legado? Acha que o bispo McAlister cometeu equívocos em sua trajetória ministerial?



Todos cometem equívocos. Mas qualquer pessoa com um mínimo de informações não estereotipadas e superficiais sobre o bispo Roberto sabe que não se pode atribuir as práticas neopentecostais negativas aos equívocos do meu pai. Veja que muitos ex-católicos fundaram seminários evangélicos conceituados, mas ninguém aponta o papa como pai desses seminários. Ora, do mesmo modo, é um equívoco apontar meu pai como ligado diretamente a esses movimentos. O fato de a Nova Vida ter sido o lugar onde esses líderes começaram sua jornada cristã não faz de meu pai seu mentor. Basta ler seus livros, como O encontro real, Dinheiro – Um assunto altamente espiritual e Bem-vindo ao Reino de Deus, entre outros, para perceber que, mais de trinta anos atrás, ele já denunciava como negativas as práticas que depois se tornariam tão conhecidas e associadas ao mundo neopentecostal.



Por que a Nova Vida dividiu-se em duas correntes?



Porque houve quem não concordasse com a direção que dei à denominação após a morte de meu pai. Houve ainda quem vislumbrasse outro para sucedê-lo como primaz. Eles estavam no seu direito de achar isso.



Isso não foi resultado da descentralização administrativa, já que cada igreja local recebeu autonomia?



Bem, vamos considerar que ajuntamento de facções não constitui união. Ao darmos independência, cada um pôde escolher pertencer ou não. A união tornou-se muito mais legítima, uma vez que passou a ser uma questão do coração e não de um nome em comum apenas. A Igreja Cristã Nova Vida é uma associação voluntária de igrejas independentes, que afirmam o bispo primaz como o seu pastor. Mas cada pastor opta livremente por seguir minha liderança, que é pastoral em palavra e exemplo. Os líderes que não desejam continuar a andar conosco estão perfeitamente livres para sair, sem perder pensão ou plano de saúde, nem tampouco a sua igreja. A minha atuação, assim como a do Colégio de Bispos, funciona como numa igreja local – só que os nossos membros são ministros ordenados. Nós velamos pelo bem estar de cada pastor, pela ética, pela harmonia doutrinária e pela transparência e a responsabilidade fiscal. Os que desejam andar conosco empenham sua palavra de viver dentro desses parâmetros, afirmados anualmente na assinatura da Aliança das Igrejas Cristãs Nova Vida.



Uma reunificação das diferentes vertentes hoje faria sentido?



Isso não me parece plausível. Uma reunificação teria de passar pelas mesmas questões que nos separaram desde o início. Hoje existem muitas “Novas Vidas”, igrejas que saíram de nós e de algum modo mantêm o, digamos, sobrenome por se reportarem ao bispo Roberto como fundador. Não há planos para reunificá-las. Acho que seria como querer transformar o português, o espanhol e o francês novamente em latim. Muito tempo passou, doutrinas foram reavaliadas, posturas foram firmadas e cada linha de atuação acabou por se distanciar das outras. Embora tenhamos esse mesmo sobrenome, somos igrejas realmente diferentes.



As diferenças entre igrejas tradicionais e pentecostais já não têm a mesma diferença de outros tempos. É como se houvesse uma terceira via teológica, misturando as características dos dois grupos. O senhor acha isso bom ou ruim?



Para responder, é preciso analisar caso a caso. Há igrejas tradicionais que realizam cultos nos moldes neopentecostais. Não creio que isso seja benéfico. Pelo contrario, é um modus operandi esquizofrênico, pois nos cultos tradicionais essas pessoas abraçam as máximas da tradição, mas em determinados momentos abandonam essas máximas para desfrutar de métodos neopentecostais. Por outro lado, há pentecostais que estão se reavaliando. E, consequentemente, buscando trazer do passado práticas e noções bíblicas e benéficas que claramente foram perdidas durante a ruptura entre os tradicionais e os pentecostais, para não falar da ruptura que houve durante a Reforma Protestante. Concordo que houve uma mistura e creio que cada igreja seria muito bem servida pelos seus lideres se voltasse a valorizar suas próprias origens. Afinal, uma tradição não é uma prisão, e sim um lar.



O senhor diz em seu livro que se sente solitário no ministério. Quais os reflexos dessa solidão na vida de um ministro do Evangelho?



Essa solidão nos remete ao silêncio e a uma reavaliação constante de motivações. Ou vivemos perante a face de Deus intencionalmente ou buscamos nos outros a justificação de nosso ministério e nossa vida. O primeiro é um caminho difícil, mas necessário. O segundo é vaidade e correr atrás do vento.





Data: 3/2/2010



fonte : Cristianismo hoje

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

UM ATO DE AMOR

A plenitude de amor no homem somente foi conhecida por Jesus.



Todos os que viverem do amor, pelo amor e para o amor, antes e depois Dele, jamais provaram o amor que amaram e a consciência do significado do amor que confessaram [...], como em Jesus isto aconteceu.



Somente em Jesus posso saber o que é amar com o amor de Deus em toda plenitude!



Então, de súbito, a nossa mente é levada para a Cruz!...



No entanto, a Grande Cruz/Alegria/Dor/Prazer/Amor que Jesus carregou,aconteceu desde sempre, desde antes de haver mundo, assim como, na Sua História, começou quando a vida Nele iniciou como em todos e qualquer um de nós; ou seja: como um humano.



Assim, se Jesus é a Palavra, o Verbo Encarnado, então, todos os Seus atos têm que ter sido atos de amor de modo infalível.



Foi ato de amor a conexão intra-uterina com João Batista, que ainda estava no ventre de sua mãe, Isabel.



Foi ato de amor ficar no Templo enquanto Seus pais se preocupavam com Ele, apenas alguns dias depois, mostrando aos Seus pais que se eles não eram totalmente pais, Ele era totalmente Filho do Pai.



Foi ato de amor dizer a Maria, Sua mãe, que não apressasse as coisas no casamento em Caná da Galileia. Embora, ante a insistência dela [“Fazei tudo o que ele vos disser...”; “eles”, sim; ela, não... rsrsrs] — Ele tenha feito apenas o que tenha achado próprio fazer; e era o que ela a Ele pedira: uma solução; só que a Dele melhor do que o sonho dela...



Foi ato de amor “baixar a bola” de Maria e dos Seus irmãos quando a “família” se reuniu para ir “prende-Lo”...



Foi ato de amor escolher quem o trairia [...], pois, até ao traidor Ele deu milhões de chances todos os dias...



Foi ato de amor dizer ao jovem rico ao qual amou que se quisesse andar com Ele [...] o seu amor teria que deixar de ser de performance [...] e passar a ser ato [...]; o que deixou o jovem triste, frustrado, amuado, perdido e para trás...



Foi ato de amor dizer a Pedro que ele se tornara diabo quando lutara contra a Cruz como futuro profético de Jesus.



Foi ato de amor de amor se cansar do tédio que a persistente insensatez dos discípulos trazia a Ele todos os dias... — e expressar isto com palavras, gemidos e suspiros...



Foi ato de amor por Pedro curar a sogra deste... rsrsrs.



Foi ato de amor tudo o que Nele seja polemico...; pois, abraçava a uns a fim de provocar os que se afastavam de abraçar; e vice versa... Eram as provocações do amor que quer fazer amar...



Foi ato de amor comer com quem Ele mesmo desejasse, pois, assim, tanto amava aos que acolhia [...], como também ensinava aos que discriminavam [...] que a imundície está sempre no coração de quem vê...



Foi ato de amor o Seu falar, o Seu silenciar e o Seus agir...



Sim, Seu agir foi sempre ato de amor, não apenas no curar, mas também na violência hoje em dia inaceitável do chicote que Ele usou ao expulsar os vendilhões do Templo.



Foi ato de amor quando Ele escolheu em quem bater e de quem apanhar...



Foi ato de amor usar palavras tão fortes aos fariseus, mas apenas depois de muito dar a eles a chance do entendimento...



Foi ato de amor chorar sobre Jerusalém tanto quanto o foi profetizar determinantemente a sua destruição!...



Foi ato de amor chamar Herodes de “raposa” [...]; aos fariseus de “sepulturas invisíveis”, de “sepulcros caiados”, de poço de rapinas, etc [...]; bem como chamar de “filhos do diabo” [...], os que se jactavam de serem “filhos de Abraão” enquanto tramavam o mal e morte.



A Cruz de Jesus, da qual se O ouve dizer que tudo e todos estão perdoados, não tirou Dele, na existência, a força do amor que confrontou e chamou com força ao arrependimento..., e nem tirou Dele o poder da confrontação que Ele desejasse fazer; ao mesmo tempo em o amor tirou Dele toda a necessidade de responder a quem Ele não desejasse responder...



Assim, e somente assim, olhando Jesus como um todo, e não como um ícone pendurado numa cruz, é que se pode ver que Nele o amor é forte como a morte [...]; e que é pacifico, mas não covarde; que é paciente, mas não leniente; que é próprio, mas não amarrado a etiquetas; que é sincero, mas não tolo; que é consciente da traição, embora não desista da esperança, mesmo ante ao que estava profetizado... — sendo esta, porém, uma consciente decisão, e não fruto da alienação...



Sim, tudo Nele foi amor; mesmo quando disse aos que diziam querer segui-Lo que não deveriam [...] sem deixar tudo; ou quando ordenou ao louco de Gadara, que implorava para seguir com Ele, que, ao invés disso, voltasse para sua própria casa...



Sim, Jesus amava a Lazaro, mas Lazaro morreu... Morreu antes de ser ressuscitado e morreu depois de um dia ter sido ressuscitado...



O amor não necessariamente impede a morte...



O amor de Deus não é romance, é Vida!...



Grato

Ricardo Coelho

Servo

Quem sou eu

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Volta Redonda, Rio de Janeiro, Brazil
Assunto: Radialista, e atuo como comunicador na rádio 88 fm há 14 anos , atualmente exerço mimha função de locutor na radio boas novas no Rio de Janeiro , uma empresa do mesmo grupo 88 . Tenho tido experiencias tremendas nessa área . obrigado a todos que se interessam em ler meus escritos quer seja por admiração ou por criticas