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ABANDONE DE VEZ SUAS PONTUAÇÕES E RENDA-SE COM TODA SUA PECAMINOSIDADE AO DEUS QUE NÃO LEVA EM CONTA NEM OS PONTOS , NEM AQUELE QUE OS MARCA, MAS VÊ EM VOCÊ , SOMENTE UM FILHO REMIDO POR CRISTO- Thomas Merton

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Quando uma igreja fica sem Graça

depois do texto do Pr. Ricardo Gondin que postei nesse blog , agora recebo mais um que choca e confronta

O Pr. Gondin foi duramente atacado pela midia por não querer um país evangélico, acompanhei entendendo que o povo gosta mesmo de tudo o que se vê por ai , sem tirar nem por .

Congrego numa denominação que esta longe de tudo isso e louvo a Deus pela vida do nosso líder que é tão sensato dentro de suas possiblidades e ensina o povo a como se conduzir olhando somente para Cristo .

Mas infelizmente temos alguns que preferem ver o seu povo errante por não ser desvendado a eles as escrituras sagradas. Recebo todas as criticas contra e a favor das postagens , mas me preocupo quando o povo não pensa e que esta acostumado a comer comida "genérica" leia com um sentimento de querer ver o o ótimo e a excelencia da palavra na Igreja cheia de Graça.

Pr. Dário Ferreira.

Como alguns já disseram, a Igreja é uma comunidade terapêutica com a missão de mostrar o caráter de Cristo através das boas obras e que resulte em valorização, crescimento e libertação do ser humano lhe dando uma nova perspectiva de vida em Graça.

Graça essa que não impõe, manipula, impropera vitupério nem vende ilusões de uma fé acessível pelo poder de aquisição da indulgência pelo fiel.

Como gostaria que isso fosse unanimidade entre todas as nomenclaturas religiosas que se propõem a serem voz de Deus, mas que por suas atitudes autenticam que são filhas das trevas, pois não enxergam um palmo a frente do nariz.

Partindo do pressuposto de que Igreja “gr. ekklesía” é a convocação individual, que ganha contornos de expressão plena na coletividade, é que levanto a questão: “Quando Uma Igreja Fica Sem Graça?

Quando movimentos como “Marcha para Jesus”, “Gideões Missionários”, “ Shows do Diante do Trono” entre outros, que tem o potencial de se tornarem em manobra de massas, conseguem mobilizar e motivar mais pessoas do que uma convocação para assistência social ou socorro aos desamparados vitimados pelas tragédias da vida.

Quando dízimos e ofertas que são tão anunciados e acariciados por líderes que dependem deles, são destinados para “fins sem fim”, menos para alimentar o faminto, socorrer o necessitado e amparar o maltratado.

Quando as músicas cantadas são para excitar o psicológico que precisa de uma overdose de adrenalina gospel, com clichês cansativos, maçantes e vazios do tipo: “vai chover”, “fogo e glória”, “restitui”, “unção de dupla honra”, “rio de benção”, “geração de excelência”. A lista é longa e rasa de conteúdo, e os louvores são para exaltar o mimado adorador e não ao Senhor.

Quando as vestimentas e os “pêlos” dos santos se caracterizam como meio de santidade, violentando a Graça e deixando absolutamente claro que a obra de Cristo na cruz não foi suficiente e perfeita, precisando assim ser melhorada com coisas do tipo: Vista isso e não aquilo, bigode pode, barba é do capeta, cabelo não se corta, perna não se rapa. Ah... me poupe!!!

Quando os meios justificam os fins numa conspiração maquiavélica onde o importante é o que funciona e dá certo, não importando se é ético, coerente e honesto. Nessa corrente de pensamento, sal vira tapete de exorcismo, rosa ganha status de ungida, sabonete se consagra como terapêutico e método divino de cura, óleo de soja Lisa se transforma em azeite de Israel, fitinha vermelha amarrada no braço vira proteção do “Padroeiro Jesus”, suor do pregador é material de milagre, paletó de “profeta” proporciona boliche humano, e aí não existem limites para as esquisitices e aberrações da “Gospel Lândia”.

Quando metodologias de crescimento e gestão eclesiástica são sacralizadas e divulgadas com a “áurea” de “estratégia do coraç ão de Deus”, para que os membros sejam manipulados a fazerem adesão as ambições de um líder egocêntrico, menosprezando assim a simplicidade do Evangelho e a ação de convencimento do Espírito Santo.

Quando programações e campanhas intermináveis são o carro chefe de “entretenimento do povo”, um artifício para prender o rebanho e não deixar que comam em outro pasto, ou que desenvolvam consciência própria, o que ameaçaria o monopólio gerencial sobre a vida alheia.

Quando as normas e o estatuto da denominação ganham um altar de idolatria no coração, tendo assim o poder de influenciar para que não se salve uma vida no sábado porque a lei não consente, ou, segregar alguém na santa ceia porque o regulamento interno “do Tribunal Justiceiro”, não permite que se usufrua do direito legítimo de ir ao cinema ou jogar futebol. É a supremacia das regras da religião subjugando os sentimentos e individualidade do ser humano.

Quando batalha espiritual e experiências místicas carregadas de emocionalismo e terrorismo infernal, ocupam mais tempo do que a exposição da Palavra e a comunhão entre os irmãos.

Quando as pessoas se sentem motivadas a irem a uma reunião, só por causa do líder pop star que é carismático e ministra aquilo que a “Vox Populi” deseja ouvir, ainda que não seja procedência da “Vox Dei”.

Quando os menos favorecidos e de menor contribuição financeira são esquecidos, e os mais abastados e de maior contribuição sã o paparicados.

Quando títulos eclesiásticos que são tão reverenciados e evocados pelos “clérigos do púlpito”, se tornam ocultamente no coração, o motivo de repreensão, disciplina e exclusão por não se dirigirem a “vossa santidade” pelas prerrogativas por ele conquistada com tanto empenho no “plano de carreira ministerial”.

Franklin Rosa

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

SAUDADE SAUDÁVEL



Pois bem … o titulo acima parece um tanto estranho mas eu explico : a saudade quando machuca corroem a alma e o corpo , saudade boa mesmo é aquela que nos da prazer nos faz sonhar voltando no tempo e sentindo o prazer de ter vivido naquele tempo época ou momento.Tenho vontade de ser uma eterna criança, mas a natureza não me permiti isso então eu me permito viajar , me ver no meio do mato com o famoso estilingue que nunca acertou um passarinho, e aquelas armadilhas de bambus que armávamos e no final do dia íamos soltar as aves que ali caiam.

Ah! Agora cheguei na rua da venda do seu Euclides que comprávamos aquele doce de maria mole, ou os famosos chicletes Adams. As ruas princesa Isabel, Tambaú , onze e São Jorge localizadas na pequena cidade de Vicente de Carvalho nos recebiam de braços abertos mesmo sabendo que o que nós queríamos mesmo era sugar delas o que nos dava prazer como : ir a casa dos amigos trocar as figurinhas carimbadas dos profissionais da época, sim, eu disse figurinhas com fotos dos nossos atletas do futebol ,e segue alguns, Pelé, Garrincha , Mengálvio, Joel, Rivelino ,Tostão, Jairzinho e tantos outros.

Era uma assumidade assistir Jim das selvas, Tarzan com Ron Eli ou Johnny Weissmuller , que trazia o pequeno Boy , Jane e a macaca Chita, também o herói voador japonês Nacional Kid com sua capa branca que vencia os grandes monstros, e a tarde o robô gigante nos esperava antes da novelinha, a pequena órfã. E na casa da vovó na rua Rui Barbosa não se perdia as novelas de rádio , bem como as historinhas infantis que me fazia viajar pra dentro do receptor, e parecia que todos os personagens adentravam sala a dentro. Era inacreditável mas nossa segurança quase que não existia, com os portões de madeiras com as taramelas que chamávamos de tramelas, as cercas de ripas , os jardins de rosas com terras pretas aos pés, e la fora os becos ladeados por matos , plantas e arvores. As ruas quase que não existiam.

Bebíamos água de torneira, ou mangueira, jogávamos futebol com bolas de meias recheadas de pano, rodávamos os pneus de bicicletas, rodinhas de carrinhos de feira, e invejávamos os amigos que tinham autoramas , ou trens elétricos, mas nos satisfazíamos, com nossos primitivos mas gostosos brinquedos.

Ter saudade saudável e bom demais, até parece que vejo a vovó entrando no quarto e deixando ao lado da cama o pão com manteiga e o café com leite.Não tínhamos internet, celular, quartos decorados,televisão,não viajávamos para a Disney, nem passeávamos nos shoppings até porque na época não existiam, mas os trens , bondes, carros tipo karmann Ghia, Gordini, Aero Willians e tantos outros nos faziam viajar longe ao ouvir o ronco dos seus motores.

Dizer benção Pai , benção mãe era um costume que nos fazia felizes por que acreditávamos na benção que eles nos ministravam. Tudo isso fazíamos , tínhamos ou não tínhamos e mesmo assim éramos felizes. Agora voltei ao presente e me sinto roubado, saqueado, meio que sem lenço sem documento, sem ouvir Roberto Carlos cantando : Ana que saudades de você, me sinto como cantava o poeta de forma triste : a garota que eu adoro por quem tanto choro não pode me ver, ou até mesmo aquela que cantei com os amigos da classe do colégio Napoleão Laureano famoso mercadinho : Era um garoto que como eu amava os Beatles e os rolling stones, e tantas outras que minha professora de musica gostava de me ouvir cantar. Hoje nada mais de filas e hino nacional antes de entrar em classe, nem tão pouco levantar-se quando alguém de mais idade entra na sala.

É ... estou mesmo sentindo saudades que não machucam e que me fazem viver intensamente por que o hoje amanhã será uma gostosa saudade .

Não é proibido sentir saudade saudável

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Deus nos livre de um Brasil evangélico

ESTOU DE COMUM ACORDO COM PR. GONDIM POR ISSO TRANSCREVI NA ÍNTEGRA O QUE ESCREVEU SOBRE ESSE NEGÓCIO DE BRASIL SE TORNAR EVANGÉLICO. EU VOLTEI ATRÁS COM MEU DISCURSO DE QUE IRMÃO VOTA EM IRMÂO E QUE O BRASIL SÓ TERÁ JEITO COM LÍDERES POLITICOS EVANGÉLICOS
OS EXEMPLOS DOS QUE CHEGARAM AO PODER ME PERMITIU MUDAR DE OPINIÃO LEIA E ENTENDA

Começo este texto com uns 15 anos de atraso. Eu explico. Nos tempos em que outdoors eram permitidos em São Paulo, alguém pagou uma fortuna para espalhar vários deles, em avenidas, com a mensagem: “São Paulo é do Senhor Jesus. Povo de Deus, declare isso”.

Rumino o recado desde então. Represei qualquer reação, mas hoje, por algum motivo, abriu-se uma fresta em uma comporta de minha alma. Preciso escrever sobre o meu pavor de ver o Brasil tornar-se evangélico. A mensagem subliminar da grande placa, para quem conhece a cultura do movimento, era de que os evangélicos sonham com o dia quando a cidade, o estado, o país se converterem em massa e a terra dos tupiniquins virar num país legitimamente evangélico.

Quando afirmo que o sonho é que impere o movimento evangélico, não me refiro ao cristianismo, mas a esse subgrupo do cristianismo e do protestantismo conhecido como Movimento Evangélico. E a esse movimento não interessa que haja um veloz crescimento entre católicos ou que ortodoxos se alastrem. Para “ser do Senhor Jesus”, o Brasil tem que virar "crente", com a cara dos evangélicos. (acabo de bater três vezes na madeira).

Avanços numéricos de evangélicos em algumas áreas já dão uma boa ideia de como seria desastroso se acontecesse essa tal levedação radical do Brasil. Imagino uma Genebra brasileira e tremo. Sei de grupos que anseiam por um puritanismo moreno. Mas, como os novos puritanos tratariam Ney Matogrosso, Caetano Veloso, Maria Gadu? Não gosto de pensar no destino de poesias sensuais como “Carinhoso” do Pixinguinha ou “Tatuagem” do Chico. Será que prevaleceriam as paupérrimas poesias do cancioneiro gospel? As rádios tocariam sem parar “Vou buscar o que é meu”, “Rompendo em Fé”?

Uma história minimamente parecida com a dos puritanos provocaria, estou certo, um cerco aos boêmios. Novos Torquemadas seriam implacáveis e perderíamos todo o acervo do Vinicius de Moraes. Quem, entre puritanos, carimbaria a poesia de um ateu como Carlos Drummond de Andrade?

Como ficaria a Universidade em um Brasil dominado por evangélicos? Os chanceleres denominacionais cresceriam, como verdadeiros fiscais, para que se desqualificasse o alucinado Charles Darwin. Facilmente se restabeleceria o criacionismo como disciplina obrigatória em faculdades de medicina, biologia, veterinária. Nietzsche jazeria na categoria dos hereges loucos e Derridá nunca teria uma tradução para o português.

Mozart, Gauguin, Michelangelo, Picasso? No máximo, pesquisados como desajustados para ganharem o rótulo de loucos, pederastas, hereges. Um Brasil evangélico não teria folclore. Acabaria o Bumba-meu-boi, o Frevo, o Vatapá. As churrascarias não seriam barulhentas. O futebol morreria. Todos seriam proibidos de ir ao estádio ou de ligar a televisão no domingo. E o racha, a famosa pelada de várzea aconteceria quando?

Um Brasil evangélico significaria que o fisiologismo político prevaleceu; basta uma espiada no histórico de Suas Excelências nas Câmaras, Assembleias e Gabinetes para saber que isso aconteceria. Um Brasil evangélico significaria o triunfo do “american way of life”, já que muito do que se entende por espiritualidade e moralidade não passa de cópia malfeita da cultura do Norte. Um Brasil evangélico acirraria o preconceito contra a Igreja Católica e viria a criar uma elite religiosa, os ungidos, mais perversa que a dos aiatolás iranianos.

Cada vez que um evangélico critica a Rede Globo eu me flagro a perguntar: Como seria uma emissora liderada por eles? Adianto a resposta: insípida, brega, chata, horrorosa, irritante.

Prefiro, sem pestanejar, textos do Gabriel Garcia Márquez, do Mia Couto, do Victor Hugo, do Fernando Moraes, do João Ubaldo Ribeiro, do Jorge Amado a qualquer livro da série “Deixados para Trás” ou do Max Lucado.

Toda a teocracia se tornará totalitária, toda a tentativa de homogeneizar a cultura, obscurantista e todo o esforço de higienizar os costumes, moralista.

O projeto cristão visa preparar para a vida. Cristo não pretendeu anular os costumes dos povos não-judeus. Daí ele dizer que a fé de um centurião adorador de ídolos era singular; e entre seus criteriosos pares ninguém tinha uma espiritualidade digna de elogio como aquele soldado que cuidou do escravo.

Levar a boa notícia não significa exportar uma cultura, criar um dialeto, forçar uma ética. Evangelizar é anunciar que todos podem continuar a costurar, compor, escrever, brincar, encenar, praticar a justiça e criar meios de solidariedade; Deus não é rival da liberdade humana, mas seu maior incentivador.

Portanto, Deus nos livre de um Brasil evangélico.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

EPISTOLA DO CARÁTER E DA SANTIDADE



A santidade deve ser a marca do cristão, mas eu creio que não há santidade sem um caráter forjado, e quando falo de caráter , falo de traços que perfilam o individuo, tal como ser educado, cumpridor com seus deveres, realmente crente, não maldoso, respeitador.

Ufa!!! São tantos os atributos para um bom caráter que parece que um individuo não conseguirá nunca se portar de maneira digna perante a sociedade. Eu penso que tudo isso é dever do ser humano, Mas eu creio também que ninguém seguirá com esses traços sem a interferência do Espirito Santo, que nos ajuda em tudo. Ser tudo isso com a força própria é quase que impossível.

Não adianta não matar , não roubar, não adulterar, não cometer qualquer desatino desses considerados aberrações se não consigo refrear a língua ou até mesmo descer da cadeira de juiz ,se não desabotoar a toga , se também não consigo desviar meus olhos das pernas da vizinha, se não consigo me dominar perante uma proposta vergonhosa de corrupção no transito, ou na troca de preços das etiquetas em um supermercado ou loja.

Só mesmo com a interferência do Espirito Santo, Ele que é Santo nos ajudará nas nossas fraquezas, não adianta por a capa de Naamã, novamente me repito, que quando saia de casa, se apresentava para seus soldados tinha como amiga a capa que escondia de todos a carne podre, e seu corpo esburacado pela lepra. Mas ao retornar pra casa a família sofria com o cheiro de carne em decomposição.

Viver a verdade nos faz marginais perante os religiosos que não nos perdoam, mas é tão bom ser corajoso, assumir, erros , pecados, ter a graça a misericórdia em nós e vivermos muito bem , com Deus. Santidade, caráter,confissão , verdade, fazem parte daqueles que conhecem a graça , aceitam a graça .

Triste dos que a desconhece, porque vive a vida pela metade, não são pecadores e nem cristãos declarados.

Não sendo quentes e nem mornos serão vomitados da boca de Deus naquele dia. Pense nisso.

Quem sou eu

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Volta Redonda, Rio de Janeiro, Brazil
Assunto: Radialista, e atuo como comunicador na rádio 88 fm há 14 anos , atualmente exerço mimha função de locutor na radio boas novas no Rio de Janeiro , uma empresa do mesmo grupo 88 . Tenho tido experiencias tremendas nessa área . obrigado a todos que se interessam em ler meus escritos quer seja por admiração ou por criticas